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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A arquitetura como aliada do dentista

arquitetura

A chamada Arquitetura Humanizada nasceu da necessidade de se criar ambientes que respeitassem os desejos e as expectativas dos usuários. Não bastava mais que a arquitetura fosse bela, era necessário que ela se tornasse também funcional e aconchegante. Segundo a arquiteta especializada em projetos na área da saúde, Suelena Morais, a humanização da arquitetura é importante em todos as construções, mas torna-se imprescindível na criação de um projeto na área da saúde. “Isso porque quando precisamos ir a um hospital, a uma clínica médica ou odontológica, estamos nos sentindo mais vulneráveis e mais temerosos, por vários motivos. Nesse momento de fragilidade é importante que o ambiente nos seja familiar, acolhedor e agradável, criando uma sensação inconsciente de que somos bem-vindos. Essa sensação pode nos ajudar muito, na medida em que nos deixa mais tranquilos”, explica.
Nas clínicas odontológicas é muito comum que existam clientes que sintam medo de determinados procedimentos, ou seja, são vítimas da chamada odontofobia. Suelena defende que, qualquer que seja o nível de ansiedade apresentada pelo cliente, uma arquitetura humanizada unida a um atendimento diferenciado pode fazer toda a diferença para deixa-lo mais tranquilo e diminuir seu nível de estresse. “Temos testado conceitos simples de humanização, os quais que têm apresentado excelentes retornos. Alguns clientes comentam que sentem, ao habitarem os ambientes projetados usando a humanização, que cada detalhe foi pensado para que se sentissem bem ali”.
Para dar início a um projeto humanizado, é necessário, antes de qualquer conceito, analisar o perfil do cliente. É preciso exercitar o “sentir com a pele” desse cliente e, a partir daí, começar a definir como será a decoração. “Assim teremos clínicas que serão espaços aconchegantes, que minimizam a ansiedade e que ajudam os profissionais na conquista dos clientes. Aliás, quando o ambiente é agradável e aconchegante, o próprio dentista passa a trabalhar com mais prazer. É um círculo virtuoso: o dentista trabalha mais satisfeito, o cliente se sente bem recebido, fica mais receptivo ao tratamento e passa a indicar mais o serviço para os amigos, o que deixa o dentista ainda mais satisfeito”, comenta a arquiteta, que também é consultora e professora do “MBA Compacto de gestão e mercado” para profissionais da saúde do Grupo Caproni e do curso de “Gestão e Marketing” do Grupo Gioso. “É esse o objetivo da humanização: deixar o dentista e os clientes mais felizes”, completa.
Vale lembrar que não existe uma receita de arquitetura humanizada que seja aplicada a todos os consultórios, afinal, cada caso é um caso. É importante reforçar que toda a prática depende de uma análise minuciosa do perfil do público-alvo, e isso vai muito além de cada especialidade odontológica.
Conheça algumas dicas de gestão baseada na arquitetura humanizada, cedidas pela especialista Suelena Morais, e que podem ser aplicadas no âmbito odontológico.

Odontopediatria

  • Utilizar bastante cores e detalhes lúdicos na decoração, que possam ser “descobertos” pelas crianças e que possam ser usados pelas mães sempre que precisarem entreter a criança.
  • Pode ser interessante ter um sanitário infantil, feito na escala das crianças.
    Um fraldário, não apenas uma bancada para troca de fraldas, mas também tudo que a mãe pode precisar nesse momento. Claro que isso depende da cultura do cliente.
  • Preparar um ambiente para as crianças na espera. Este espaço, de preferência, deve ficar longe da entrada da clínica, para deixar as mães mais tranquilas.
  • No consultório, garantir que haja um local para entreter a criança enquanto o dentista conversa com a mãe (ou responsável). Pode ser uma pequena bancada com brinquedos, que pode servir também para entreter um irmão enquanto o outro é atendido.
  • Ter um local para a mãe ficar enquanto o filho é atendido, com revistas que ela possa ler e passar o tempo.
  • Ter detalhes no teto da sala clínica que possam chamar a atenção das crianças, caso seja necessário, ou algo bem especial na decoração, ou seja, algo que possa ser utilizado para conquista-las se ficarem com medo.

Odontogeriatria

  • É importantíssimo cuidar dos tipos de cadeiras e poltronas que serão colocadas na espera. As poltronas precisam ser confortáveis e firmes, para não afundar quando o cliente se sentar (e ter dificuldade de se levantar).
  • É preciso ter pelo menos um assento para obesos, que não tenha laterais, pois podem limitar o movimento.
  • Não ter tapetes em área de circulação, pois podem causar quedas.
  • Criar na espera um ambiente aconchegante, que lembre uma sala de estar. É necessário lembrar que muitos não têm mais uma boa visão. Todas as estratégias pensadas devem levar este ponto em consideração.
  • Possibilitar que na circulação entre os móveis caiba um andador ou uma cadeira de rodas.
  • Não ter escadas no acesso para clínica. É sabido que a vigilância proíbe, mas infelizmente algumas clínicas ainda possuem.
  • Pode ser interessante criar um “cantinho” que remeta à uma época passada, que seja importante para os clientes.

Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais

  • A espera deve propiciar que o cliente possa ficar sentado ou deitado, no colo da mãe ou em cadeira de rodas.
  • Pode ser necessário criar uma sala a parte para dar conforto aos clientes que possuem mais dificuldades, para que fiquem confortavelmente deitados se for preciso aguardar.
  • Permitir que uma parte da copa possa ser usada para guardar ou esquentar a alimentação especial dos clientes, afinal, eles podem ter horários específicos de alimentação por sonda, por exemplo, e, nesse caso, a alimentação precisaria ficar armazenada em geladeira e ser aquecida na hora de usar.
  • Procurar criar ambientes tranquilos e livres de barulhos desnecessários, pois os clientes podem se assustar com facilidade.
  • Ter um fraldário com dimensões um pouco maiores, com todos os mimos citados para a Odontopediatria.
  • Analisar as deficiências que costumam a aparecer e as dificuldades que são causadas para os clientes e seus acompanhantes, buscando sempre dar conforto para esses pacientes tão especiais e para seus pais e/ou responsáveis.“O mais importante, sempre, é observar as dificuldades que o cliente enfrenta nos ambientes das clínicas que já existem. Dificuldades podem ser físicas e/ou psicológicas. Observar também o que eles gostam e elogiam de maneira espontânea. No momento de projetar, procurar manter o que se tem de bom e criar soluções que resolvam, de verdade, o que existe de ruim. Se esse conceito for levado a todos os detalhes importantes do projeto, teremos uma arquitetura realmente humanizada que poderá encantar os clientes”, finaliza a arquiteta, palestrante internacional e diretora da Ambiente Amigo Arquitetura Especializada em Saúde Ltda., onde realizou mais de 550 projetos de clínicas e prestou mais de 3.000 consultorias de ajustes de humanização.

Por: Vanessa Navarro

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Escova interdental pode ajudar a prevenir as cáries

A escova interdental ajuda a limpar os cantinhos que a escova tradicional, geralmente, não alcança. Dessa forma você garante uma limpeza mais profunda e elimina o acúmulo de placa bacteriana
A escova interdental ajuda a limpar os cantinhos que a escova tradicional, geralmente, não alcança. Dessa forma você garante uma limpeza mais profunda e elimina o acúmulo de placa bacteriana

Você acha que escova de dente é tudo igual e, na hora da compra, não faz muita questão de analisar qual é a melhor? Saiba que você pode estar cometendo um grande erro na sua higiene bucal. Existem escovas especiais para cada tipo de necessidade. E para eliminar a placa bacteriana, além do fio dental, a escova interdental pode ter um papel fundamental nesse momento. Convidamos a dentista Andréia Cotrim para explicar como podemos incluir essa ferramenta no dia a dia. 

COMO ACABAR COM A CÁRIE?

A profissional é enfática quando diz respeito ao melhor modo de combater a cárie e outros problemas bucais. "O método mais eficiente e simples para o controle da placa dentobacteriana se resume no uso da escova e do fio dental pelo próprio paciente”. Segundo Andréia, se a escovação for realizada de modo meticuloso, três vezes ao dia, será o suficiente para o controle de placa. 

COMO A ESCOVA INTERDENTAL PODE AJUDAR?

"As escovas dentais, sejam elas de qualquer tipo, são um importante recurso para a remoção mecânica da placa bacteriana das superfícies vestibulares, linguais e oclusais". Como complementação do processo de higiene bucal, Andréia recomenda a utilização do fio dental para a limpeza das áreas entre os dentes e da escova interdental para as áreas mais retentivas, ou seja, onde a escova não conseguiu atingir. 
Além disso, há outras situações em que a escova interdental é bem-vinda e ajuda a evitar a cárie. "Em alguns casos, como o uso de aparelhos fixos, temos algumas áreas com mais acúmulo de placa e menos acesso com a escova convencional. Então indicamos o uso de escovas interdentais para ajudar no processo de limpeza", recomenda. 

POR QUE É TÃO IMPORTANTE ESCOVAR OS DENTES

“Escovar os dentes” é a forma comum de dizer que vamos fazer a limpeza oral no dia a dia. Até porque esse hábito vai além de simplesmente usar a escova e creme dental em movimentos de vai e vem e para cima e para baixo. "O objetivo da escovação não deve ser apenas no cumprimento mecânico e automático de um mero ritual cosmético, mas sim a remoção consciente e eficiente de todo o conteúdo residual formador de placa bacteriana que possa estar aderido aos dentes, aparelho e sulcos gengivais”, lembra Andréia. Sendo assim, a escovação é um dos principais meios de prevenção, devendo sempre ser corrigida e melhorada.

ACRESCENTE UMA LIMPEZA DENTÁRIA NO CONSULTÓRIO

Ainda assim é válido buscar outras formas de fazer a higiene oral e se manter longe da cárie como orienta a especialista. "A remoção mecânica da placa dental bacteriana, por meio da profilaxia profissional, é um procedimento efetivo preventivo à cárie dental e à doenças gengivais". Essa limpeza deve ser feita a cada seis meses. Converse com seu dentista para fazer esse acompanhamento sempre que necessário.


terça-feira, 26 de julho de 2016

O livro oficial do ORTO 2016

Durante o 20º Congresso Brasileiro de Ortodontia, o ORTO 2016, será mais uma vez lançado o livro oficial do evento, desta vez denominado “Ortodontia e Estética – Uma visão multidisciplinar”, coordenado pelo Dr. Flavio Cotrim-Ferreira.

Esta publicação preenche uma lacuna no mercado editorial brasileiro, enfocando o trabalho conjunto de ortodontistas, periodontistas, protesistas e especialistas em Dentística Restauradora na obtenção da beleza, estabilidade e saúde do aparelho mastigador.

A obra, dividida em três partes, inicia-se com a detalhada análise da harmonia facial, seguida de um capítulo sobre os procedimentos ortodônticos e cirúrgicos para implementar a estética gengival. Em seguida, o texto elucida a integração da Ortodontia com a Dentística Restauradora, principalmente quanto aos cuidados clínicos a serem observados antes, durante e após a movimentação dental. Este primeiro bloco termina com um revelador capítulo sobre os detalhes a serem verificados para a adequada função oclusal e estabilidade funcional.

A segunda parte do livro abrange os diversos métodos de tratamento ortodôntico com potencialidade para produzir alterações estéticas. Detalhes do planejamento terapêutico, da correção da Classe II e Classe III, da solução dos problemas verticais, das más oclusões complexas, assim como a colaboração da cirurgia ortognática na obtenção da harmonia da face, são minuciosamente apresentados.

O bloco final aponta novas tendências na terapêutica corretiva, incluindo os alinhadores estéticos, a Ortodontia Lingual e os recursos mecânicos proporcionados pelos aparelhos autoligados.

Participe do ORTO 2016 e tenha no seu livro oficial um guia atualizado e abrangente de nossa especialidade!


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Extração dos dentes de leite pode ser indicada por diferentes motivos. Especialista tira as dúvidas

Os dentes de leite, geralmente, caem sozinhos. Mas quando isso não ocorre naturalmente, uma extração pode ser indicada, mas só o profissional pode definir isso
Os dentes de leite, geralmente, caem sozinhos. Mas quando isso não ocorre naturalmente, uma extração pode ser indicada, mas só o profissional pode definir isso

A troca dos dentinhos de leite é uma fase marcante na vida das crianças, mas nem sempre acontece no tempo certo e pode causar problemas bucais que só um tratamento ortodôntico poderá prevenir. Para isso, muitas vezes a extração dos dentes decíduos que não caíram são necessárias para que os permanentes apareçam. Parece preocupante, mas não há o que temer. O Sorrisologia e a ortodontista Andréia Cotrim explicam todo esse procedimento pra você.

Os primeiros passos do dentista

O profissional vai realizar uma anamnese do paciente para descobrir se a extração será realmente necessária. "Por meio de um exame clínico e radiográfico o dentista consegue avaliar em que fase de formação está o dente permanente e se é necessária a extração do dente de leite, para que a erupção ocorra dentro do período de desenvolvimento adequado". As radiografias mostram retenções prolongadas de dentes decíduos que prejudicam a erupção do permanente, tornando o diagnóstico do problema ainda mais fácil e um tratamento precoce. Viu só como uma ida ao dentista é sempre importante?

As etapas de nascimento e queda dos dentes

Tudo começa quando seu filho é ainda um bebê, com 6 ou 8 meses de vida, e os primeiros dentinhos começam a nascer. Ao completar 3 anos seu pequeno já terá o sorriso de leite formado. "A erupção dos dentes permanentes se dá aproximadamente aos 6 anos com o primeiro molar e a partir do 7 anos inicia a esfoliação, ou queda dos dentes de leite, e nascimento dos permanentes". Andréia diz que essa sequência pode ser alterada por conta de vários fatores como o sexo da criança ou até mesmo a alimentação.

Ter um profissional de confiança é essencial 

É primordial que um dentista qualificado e de total confiança da família realize o tratamento. "A partir do momento que os pais procuram um profissional, devem confiar no plano de tratamento por ele proposto", conclui Andréia. Os papais e mamães corujas também precisam cumprir o seu papel tirando todas as dúvidas possíveis sobre o procedimento até mesmo para ficarem mais seguros e transmitir este sentimento para o filho.

Escovas para o tamanho da higiene do seu filho

Nossa higiene bucal é formada por fases. Assim como todo ser humano, as escovas de dentes também vão acompanhando nosso crescimento. Quando pequenos, elas são menores, mas não significa que a higiene é pouca. Muito pelo contrário, essas mini-ferramentas são ideais para limpar todos os dentes da criançada, alcançando, até mesmo, aqueles espacinhos mais difíceis. Bacana, né? É bom demais cuidar sempre do sorriso.